"Software não é ouro, é alface: um bem perecível. Se não for aprimorado ao longo do tempo, vai acabar estragando". Li esta frase no mais recente livro do Thomaz Friedman, "O Mundo é Plano", um bom livro para quem tem a intenção (ou pretensão) de agir localmente, pensando globalmente.
A frase foi dita por Brian Behlendorf, principal líder do projeto Apache, uma das mais bem sucedidas iniciativas de software aberto do mundo. O software de mesmo nome, mantido pelo projeto, é um dos servidores web mais utilizados em todo o mundo. Sua afirmação tem como objetivo defender o modelo de software aberto. Para quem não sabe, software aberto e livre é um modelo inovador no qual uma comunidade é responsável por manter o código fonte sempre atualizado, a custo zero.
Segundo Brian, se ninguém se responsabilizar por uma atualização constante no software, em pouco tempo ele estragará como uma alface. Quem administra um sistema desenvolvido em Clipper, Mumps, ou até mesmo Dbase sabe muito bem do que ele está falando. Quem comprou uma "solução" há 5 anos atrás, e não atualizou, viu a solução se transformar lentamente num grande abacaxi! Quem usa software aberto não tem que se preocupar com melhorias constantes do código fonte porque há uma comunidade inteira de desenvolvedores fazendo isso.
Mas será que a simples melhoria do código fonte é suficiente para que o software não estrague como uma alface? Quem se responsabiliza pela manutenção dos índices do banco de dados? Quem faz os backups do sistema? Quem dá o suporte? Quem implementa as atualizações do sistema, fazendo os upgrades?
Só o modelo de software como serviço(SaaS) tem as respostas para a pergunta acima. Além de sempre manter o código fonte atualizado com o que há de mais novo, as empresas que fornecem a solução de software como serviço também se responsabilizam por manter o sistema no ar e implementam todas as atualizações com segurança e transparência para o usuário final.
A Vtex é uma empresa que adota o modelo de software como serviço. E acreditamos que esse modelo será o único modelo viável daqui há alguns anos. Pode não parecer óbvio, mas veja por esse ângulo: a maioria esmagadora das pessoas e das empresas compram energia elétrica através do modelo de "energia como serviço". A operadora de energia se encarrega de comprar as turbinas de geração, mantê-las funcionando e fazer os upgrades de sistema necessários. Você paga pelo que consome, basta ligar o interruptor. Ninguém tem em seu quintal um gerador de energia elétrica, apenas as empresas consumidoras de uma grande quantidade de energia, como por exemplo, fábricas de alumínio.
Pois então: não faz nenhum sentido manter uma estrutura de software e servidores que só vai atender a você. É tão absurdo quanto ter uma usina hidrelétrica no pátio de sua empresa.
Se você não acredita nessa nova realidade hoje, espere até amanhã ou talvez até o ano que vem. Mas não espere muito. Você pode acabar com um abacaxi ou com uma alface estragada nas mãos!
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário